[cia do giro]
A Cia do Giro, dirigida por Daniela Carmona e Adriano Basegio, caracteriza-se pela pesquisa de linguagens e estéticas específicas de alguns estilos de interpretação. Destaca-se aí a investigação dos territórios dramáticos da Tragédia Grega, do Bufão, Shakespeare, Melodrama, Absurdo, Realismo, Clown, e do jogo dramático das máscaras e contra-máscaras (Máscara Neutra, Larvárias, etc.). A Cia do Giro define-se também pela pesquisa da música, dos ritmos e sonoridades na composição da cena dramática, assim como pela aplicação de técnicas extra-teatrais como recurso para potencializar o discurso cênico (meditações ativas, práticas respiratórias, etc). Seu trabalho é baseado no jogo e no improviso, nas tradições de teatro popular, na sistematização do trabalho do corpo, com exercícios orientados à análise do movimento, a princípios da Antropologia Teatral, ao portar máscaras, elementos da mímica, dança e acrobacia. Entre inúmeras realizações dos diretores da Cia do Giro, que se inicia em 1993 com a encenação de Besta-Fêmea por Daniela Carmona, destacam-se: Melodrama - Um Exercício, Gueto Bufo, Theatro Esperança, Clownssicos, Arruaça, Encontros, Larvárias, O Sonho de Uma Noite de Verão e Jardim Tchekhov, alguns destes cumprindo apresentações no exterior - Suécia, Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai, Equador e Venezuela, bem como participando de inúmeros festivais pelo Brasil.
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